sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Curso Normal - relembrando nossas trajetórias


Cristiane e eu fomos normalistas e decidimos dedicar esta parte do blog para relembrar nossas experiências do Curso Normal e junto dessa retrospectiva contar um pouco sobre o Instituto de Educação Rangel Pestana, uma das escolas que oferece essa modalidade de ensino em Nova Iguaçu.

Sabe-se que todas as experiências que perpassam a vida do indivíduo contribuem para que ele vá se constituindo enquanto sujeito de múltiplas identidades (STUART HALL, 1999). As vidas escolar e acadêmica também são partes importantes da vivência de muitas pessoas. Nessa postagem do blog a ênfase será dada às experiências que vivi ao fazer o Curso Normal no Instituto de Educação Rangel Pestana.

Segundo Stuart Hall (1999) o que antes – na modernidade – era compreendido como sujeito único, hoje passa a ser sujeito múltiplo, não portando somente uma identidade, porém “identidades”, elas não são fixas, são contraditórias, fragmentadas, plurais, móveis, descentralizadas e deslocadas. É a partir do outro que nos reconhecemos, sob um ponto de vista bakhtiniano sabemos que só é possível criar uma imagem de si mesmo, a partir da imagem que os outros fazem de nós, daí a nossa natureza essencialmente social.

Baseada nas leituras dos autores citados acima compreendo que não tenho uma identidade única, fixa, mas que vou modificando a cada momento e que toda e qualquer experiência que perpassa minha vida, me influencia e me torna um sujeito em constantes mudanças. Apropriando-me da canção de Raul Seixas, sou totalmente a favor de ser “essa metamorfose ambulante” e estar constantemente me refazendo, me redescobrindo e mudando de ideia, prefiro isto a “ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Então, é a partir de múltiplos olhares – o meu, juntamente com contribuições dos de alguns familiares – que farei um breve apanhado das minhas experiências do Curso Normal.

Em 2007 era a hora de ir para o ensino médio, a escola que eu estudava não possuía tal nível de escolaridade, e nós, amigos que nos víamos todos os dias, sabíamos que já não seria mais assim. Eu decidi fazer formação de professores no “Instituto de Educação Rangel Pestana”. Um colégio muito grande, localizado no Centro de Nova Iguaçu. Alguns amigos foram para lá também, mas por ser um colégio muito grande, não conseguimos ficar nas mesmas turmas. Só de turmas de 1º ano do Curso Normal eram 10, em 2007.

No 2º ano, mudei de turno, fui estudar de manhã, separei-me da turma que eu tanto amava, a 1004, mas fiz novos amigos na turma 2010. Lá estudei com uma grande amiga que fazia curso de inglês comigo, Maíra Jordão. No terceiro ano, já dominava bem os mecanismos do curso normal, fazia estágios, relatórios com mais facilidade e articulava bem o meu tempo de dedicação aos trabalhos escolares em casa.

O 4º ano foi o primeiro e único ano que não fui representante de turma. Pois não me elegi, já estava cansada de tanta sobrecarga de trabalho e responsabilidades que o cargo me oferecia. 2010 foi o ano da nossa grande formatura. Foi maravilhoso ver aqueles 210 alunos se formando, divididos em sete turmas.



 Lembranças do Normal de Cristiane Duarte

Ao cursar o antigo Segundo Grau, fui para uma Escola Normal de grande tradição aqui em Duque de Caxias. O Instituto de Educação Governador Roberto Silveira que em 2012 comemorou seu cinquentenário. Foi uma doce época da minha vida, as recordações estão mais nítidas dessa época. A aula inaugural com o então diretor Israel Leite no auditório, dando as boas vindas e já ditando as regras do que podia e do que não podia ser feito por uma normalistas.  
Cantávamos os Hinos Nacional e do Instituto toda terça-feira, com o uniforme de gala usava gravata borboleta e abutuaduras.
...Roberto Silveira Grande celeiro de cultura elevando esta terra altaneira de gigantes jovens valentes...” Este é um trecho do refrão do hino do Instituto.
Didática, Metodologias, além de, Psicologia, Sociologia e Filosofia sem contar nos estágios “um capítulo a parte”, eram as matérias especificas do curso. Foram três anos de muitos estudos, cinco estágios sendo um obrigatório ser realizado no próprio IEGRS. Era unanime as opiniões sobre a realização do estágio no Instituto, pois, as cobranças superavam as necessidades, a estagiaria não poderia errar teria que realizar o melhor estágio.
Em novembro de 2013, tive a honra e o prazer de reencontrar um grande professor da época do Normal, o ilustre Doutor Setembrino que tanto marcou ao ser orientador de estágios. Na ocasião, comemorávamos o aniversário da FEBF e relembrávamos os marcadores de páginas que ele próprio distribuía, enquanto nos ensinava que a vida é feita de escolhas. Ele afirmava que não eramos imaturas, no entanto, em certas ocasiões fazíamos as escolhas equivocadas.
Obrigada por todos os ensinamento mestre!
Me formei em dezembro de 1999, durante a colação de grau não parava de chorar um segundo. Era a realização de um sonho e o resultado de todo um esforço.
Quando estava me preparando para entrar no Centro Esporte onde foi realizada a cerimônia de colação de grau, fui chamada pela Professora Nely Madeira, orientadora de estágio e recebi um convite para trabalhar em uma escolar. Fiquei totalmente surpresa, jamais esperava receber aquele convite, foi a resposta de que
eu havia sido a melhor aluna que eu poderia ser e me dediquei o quanto eu pude.
Esta era a diretora Verônica.
O tempo passou, a vida me levou para outros caminhos, estudei moda trabalhei durante dez anos na área. Após esse tempo, resolvi estudar novamente, prestei vestibular, passei para Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Foi uma sensação de recompensa ao ver o meu nome na lista dos aprovados no vestibular, em fim eu faria a agraduação em uma faculdade de renome como a UERJ, e todas as horas de estudo se transformaram em lágrimas de felicidade plena.




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